O Território

O Território

O aspiring Geoparque Oeste engloba 6 municípios, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Peniche e Torres Vedras, englobando uma área total de 1154 km2. Dos 72 km de costa atlântica presentes neste território, cerca 15 km correspondem a praias de areia, um grande atrativo para os locais e para os visitantes ocasionais ou sazonais. Também, as paisagens geológicas e a exposição das camadas geológicas nas arribas litorais com dinossauros, atraem interessados, investigadores e turismo científico de todo o mundo.


A riqueza e diversidade do aspiring Geoparque Oeste resulta de presença de rochas com idades desde o final do Triássico até ao Quaternário, maioritariamente terrenos do Jurássico (77%), do Cretácico inferior (13%) e de outras idades (10%). Alguns elementos da riqueza e geodiversidade neste território são:

  1. a enorme riqueza paleontológica, com 180 sítios fósseis (vertebrados e invertebrados) já inventariados, incluindo mais de três dezenas de espécies de fósseis com nomes de localidades do Oeste, como o crinóide Pentacrinus penichensis, uma grande diversidade das primeiras plantas com flor,  e 12 espécies de dinossauros encontradas pela primeira vez no território, como o Lourinhanosaurus antunesi, o Lusotitan atalaensis ou o Miragaia longicollum;
  2. um “Prego Dourado” marcando o GSSP (Global Boundary Stratotype Section and Point), local mundialmente reconhecido para base do andar Toarciano (Jurássico Inferior);
  3. mais de 70 geossítios identificados e caracterizados, abarcando temáticas tão diferentes como a Dinâmica Costeira, Paleontologia, a Geomorfologia, a Tectónica Salina, Registo Geológico ou os Recursos Geológicos;
  4. mais de 200 artigos científicos publicados acerca da geologia da região, bem como, dezenas de Teses de Doutoramento e Mestrado já concluídas;
  5. 2 museus com uma componente expositiva significativa associada às Geociências (Dino Parque da Lourinhã e Museu da Lourinhã) e pelo menos mais dois espaços em planeamento (Museu de Paleontologia da Bacia Lusitaniana e Museu do Forte de N.ª Sr.ª da Consolação);
  6. 7 mapas geológicos detalhados, na escala 1:50.000, com um total de 40 formações ou unidades geológicas, muitas delas com nomes de localidades do território, como a Formação Lourinhã, Formação de Montejunto, a Unidade Bombarral ou o Grupo Torres Vedras;
  7. o registo de uma longa história geológica, retratando a gradual abertura do Atlântico, com rochas desde o Triásico (há cerca de 230 milhões de anos) até ao Quaternário, destacando-se a exposição de rochas do Jurássico (200 a 145 milhões de anos) muito ricas em fósseis.

Estes números ilustram bem a importância geológica nacional e internacional e o potencial científico deste território como geoparque aspirante. A região apresenta já fortes atrativos para os locais e para os visitantes, sendo objetivo deste projeto de aspiring Geoparque dinamizar essa atividade. Com base no seu património geológico, pretende-se que os mais de 212 mil habitantes deste território beneficiem duma estratégia de desenvolvimento sustentável, baseada nos seus recursos endógenos, entre os quais o seu património natural.