2 - Salir do Porto

Município de Caldas da Rainha

Como chegar: 39°30'08.0"N 9°08'51.0"W

No séc. XII era possível navegar até Alfeizerão

 

GEOLOGIA 

Na foz do rio Tornada formou-se uma das maiores dunas de Portugal com cerca de 200m de extensão e 50 m de altura.

No séc. XII existia em Alfeizerão um importante porto marítimo. No final do séc. XIII, devido à exploração da madeira e da utilização dos campos para agricultura, a lagoa de Alfeizerão começou a assorear e no final do séc. XIV início do XVI foi necessário deslocar o porto marítimo. No séc. XVIII já não era possível navegar até ao porto de Salir, tendo-se transferido o porto para Salir do Porto. 

 

BIOLOGIA

Na duna consegue identificar exemplares de Erva-Pinheira-Enxuta (Petrosedum sediforme). Se passear ao longo da praia tem a oportunidade de observar mais espécies de plantas, bem como vários animais. Aqui consegue identificar  o Junco-Aguçado (Juncus acutus) e o Goivinho-da-Praia (Malcolmia littorea), ambas espécies autóctones em Portugal. No areal por vezes pode encontrar a Caravela-Portuguesa (Physalia physalis) ou nas margens o Colhereiro (Platalea leucorodia) ou o Guincho-Comum (Chroicocephalus ridibundus).

 

CULTURA 

Na zona sul da lagoa de São Martinho do Porto, encontra a Capela de Santa Ana. Pensa-se que a capela tenha sido construída no séc. XII e que seja o edifício religioso mais antigo das Caldas da Rainha. A capela era utilizada para local de oração e para os locais de despedirem dos pescadores quando eles iam para o mar. 

Até ao início do séc. XX faziam-se procissões desde Salir do Porto até à capela. Devido ao seu elevado estado de degradação esta tradição acabou por perder importância. Recentemente a capela foi recuperada mantendo o traçado original.